• Home  /
  • Capa   /
  • A união fez a força
A união fez a força uniao_800x459 Full view

A união fez a força

Na semana do dia 13 de julho, pudemos acompanhar uma paralisação que repercutiu nacionalmente e que tinha como objetivo principal, assegurar o emprego de milhares de trabalhadores.

Os cegonheiros decidiram entrar em greve após assembleia realizada no dia 7 de julho. Desde as 7h do dia 13 de julho (segunda-feira), cerca de 100 carretas de transportes de veículos, seguiram em carreata e estacionaram no acostamento da Rodovia Anchieta, sentido litoral, na altura do quilômetro 23, nas imediações da fábrica da Volkswagen. O ato era contra a decisão da montadora de deixar a logística das entregas de veículos zero quilômetro sob responsabilidade de apenas uma empresa. Segundo a montadora, no início do mês, ela começou o processo de “verificação e análise do posicionamento de preços de um serviço dentre as opções disponíveis no mercado”.

Quatro dias depois – mais precisamente no dia 16 – a manifestação chegou ao fim e teve um final feliz. Em nota, a Volkswagen anunciou que a entrega dos veículos para as concessionárias do País continuará sendo feita pelas quatro empresas contratadas: Brazul, Tegma, Transauto e Transzero. Dessa forma, o emprego de aproximadamente 20 mil cegonheiros no Brasil, sendo 5.000 no Grande ABC, está assegurado.

Nesse caso, confirmando o dito popular, a união fez a força e mostrou mais uma vez a garra de uma classe de trabalhadores que lutou muito para conquistar o seu espaço e que não abre mão dos seus direitos.

O mérito da conquista junto à Volkswagem se deve parte ao Sindicato Nacional dos Cegonheiros, que organizou com maestria o ato pacífico, participando intensamente da manifestação e fazendo prevalecer o diálogo para tomada de decisões que afetam a vida de milhares de trabalhadores. E a outra parte, não menos importante, são os próprios cegonheiros, que bravamente, e de maneira civilizada, fizeram valer o seu direito por trabalho digno, numa época de demissões em massa, lay-off e arrocho da economia nacional.

Em tempos de crise, adequações são necessárias para que ‘roda’ volte a girar de maneira ordenada. Todos os lados envolvidos devem fazer a sua parte, mas certamente, melhoria da prestação de serviço e a busca conjunta de ferramentas de redução de custos estarão na pauta das próximas reuniões. Para o momento, após o fim desse ato, podemos dizer que não houve perdedor, venceu o bom senso. PARABÉNS CEGONHEIRO!

Imagens: Brasil Cegonheiro

Written by Ricardo

Deixe seu comentário