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Brasileiro desconhece juro que dobra o valor da compra

Que tal comprar um automóvel e pagar, em suaves parcelas, quase dois no final. Embora muitos consumidores passem por essa situação, quase nenhum deles sabe apontar o mecanismo que, combinado aos juros altos, faz com que o valor pago por um bem seja tão mais alto que o valor original.

De acordo com o levantamento feito pela Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade), em parceria com o portal Vida Econômica, 99,4% dos brasileiros desconhecem o conceito de juros compostos – 983 usuários do site tiveram seus conhecimentos testados sobre o assunto.

Para entender o mecanismo, utilizado nas transações financeiras no Brasil, é preciso fazer as contas. Quem aplica R$ 10 mil em um investimento com rendimento mensal de 1%, teria no mês seguinte R$ 10,1 mil.

No próximo período, os juros serão calculados sobre o montante atual, e não sobre o inicial. Portanto, no segundo mês, teria R$ 10.100 mais 1%, ou seja, R$ 10.201, e assim sucessivamente. Se os juros fossem simples, o rendimento seria sempre calculado sobre os R$ 10 mil iniciais.

No caso de compras parceladas no longo prazo, os juros compostos elevam o preço final do bem, já que as taxas são sempre calculadas sobre os juros anteriores.

Compras

Um exemplo simples é a aquisição de um carro de R$ 55 mil, com entrada de 20% do valor –ou R$ 11 mil. Os R$ 44 mil restantes, se financiados em 72 parcelas de R$ 1.323,70, com juros compostos mensais de 2,50%, totalizariam R$ 95.306,40, elevando o valor final do carro para R$ 106.306,40.

Mas, mais do que saber como funciona o cálculo, os especialistas afirmam que o consumidor precisa prestar mais atenção ao preço final do item, e não só no valor da parcela. Ainda de acordo com a pesquisa, 95% dos participantes verificam apenas se a prestação cabe no bolso.

Um coisa é fato, o brasileiro olha muito a prestação na hora de fazer o financiamento, e não a taxa de juros. Se estivesse nos EUA ou na Europa, por exemplo, não teria que se preocupar com isso. Mas aqui no país, com juros elevados, é preciso conhecer a taxa. Se o consumidor fizer as contas, verá que no final, terá pago dois carros.

A crise deve fazer com que os consumidores se atentem mais aos juros das compras. Especialistas dizem que o aumento do desemprego, a redução do crédito e a elevação da inflação e dos juros passam a exigir do consumidor mais pesquisa de preços e instrumentos que possibilitem planejar e fazer economia.

Eles ainda dizem que o momento é bom também para guardar dinheiro e barganhar desconto no pagamento à vista. Para móveis, eletrônicos e carro, vale poupar e adquirir o produto sem parcelar. Já no caso de um imóvel, a dica é economizar o máximo possível para dar uma entrada maior e reduzir o valor a ser financiado.

Não deixe de tomar cuidado com prazos curtos e sempre que puder, compare o número de prestações em diferentes lojas. Todo esforço é válido na hora de poupar.

Com informações da Folha de S.Paulo e edição da Revista Brasil Cegonheiro

Written by Ricardo

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