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DPaschoal reúne especialistas para debate em SP

Dia 25 de novembro, no Hotel Intercontinental, em São Paulo, a DPaschoal, empresa brasileira que atua desde 1949 na prestação de serviços automotivos especializados, reuniu especialistas e jornalistas para um debate de ideias e informações referentes à importância e a responsabilidade dos fabricantes e prestadores de serviços nos diferentes mercados voltados ao setor automotivo. Entre os temas apresentados, destaque para o descarte irregular que os produtos como óleo lubrificante, pneus e peças podem causar ao meio ambiente.

Marcus Cesar Avezum Alves de Castro, professor do curso de Engenharia Ambiental da UNESP, destacou o crescimento desenfreado da frota de veículos nos últimos anos, de 2001 a 2012, que saltou de 24 milhões para 50 milhões e gerou um aumento expressivo da demanda por serviços de manutenção e peças. Ele ainda destacou os desafios que envolvem a questão da existência de processos informais nas oficinas pelo país, e a importância do poder público no processo de regulamentação e fiscalização das ações de coleta, tratamento e reciclagem ideais.

Na sequência, Eduardo Migliatti, gerente de Vendas da Johnson Controls Powers Solutions, líder global no fornecimento de baterias chumbo-ácido para as montadoras, destacou as ações praticadas pelo grupo para a retirada de materiais perigosos, como as baterias e seus componentes. O “Ecosteps” é o programa mundial de reciclagem da Johnson Controls que estabelece processos para a destinação e a reciclagem de baterias chumbo-ácido em todos os mercados onde atua, removendo até as baterias que não fazem parte do portfólio da empresa.

No Brasil, o programa “Ecosteps” começou em 2005, e já destinou para reciclagem mais de 8 milhões de baterias e a expectativa é que até 2020, serão mais de 30 milhões.

Manoel Browne de Paula, gerente de Relações Institucionais, Jurídica e Regulatória do Grupo Lwart, veio logo depois e enfatizou que fabricantes, empresas ligadas ao setor, prestadores de serviço e os clientes precisam evoluir juntos. Hoje, só 3% dos clientes na hora de uma eventual troca ou manutenção, procura saber o destino da peça ou dos resíduos que estão sendo substituídos. Segundo ele, os recentes desastres ambientais que têm ocorrido no País merecem mais atenção por parte das autoridades competentes e coloca em cheque a postura de toda a sociedade.

O especialista também falou sobre os processos de transformação do óleo lubrificante usado, logística reversa, métodos de coleta e destacou a dificuldade em combater a coleta e destinação ilegal no país, onde certamente, existe a coparticipação de algumas oficinas.

Marcelo Luis Alvarenga, diretor na Mazola Ambiental, empresa focada na logística reversa, reciclagem e destinação de resíduos sólidos e produtos pós-uso e consumo, destacou que o maior desafio na cadeia de reciclagem de qualquer resíduo é a logística reversa. Segundo ele, consumidores e empresas tem papel fundamental nesse processo, mas falta informação e formação. Hoje, a preocupação com a coleta não é ambiental, e sim, econômica.

Após, Jefferson Germano, presidente da ANRAP – Associação Nacional dos Remanufaturadores de Autopeças, falou sobre o Programa Global de Sustentabilidade, que tem como conceitos a remanufatura, legislação e logística reversa. Segundo ele, 70% da receita de peças de reposição da América do Sul vem do Brasil e da Argentina. Reduzir, reusar e reciclar, essas são as palavras de ordem da remanufatura.

E, por fim, Eliel Bartels, Head de Engenharia do Grupo DPaschoal, falou sobre o Programa Economia Verde, uma das iniciativas da DPaschoal quando o assunto é sustentabilidade. O programa ajuda o consumidor a poupar com a manutenção do veículo e preservar meio ambiente. Segundo ele, além do programa, a destinação correta dos resíduos, a compreensão referente ao consumo consciente e o questionamento são pontos chave quando o assunto é reciclagem.

Com o lema Medir, Testar e Avaliar antes de Trocar, a campanha de comunicação e conscientização do Grupo DPaschoal incentiva o consumidor a participar de todo o processo, entender a hora certa da troca e como fazer para aumentar a vida útil dos componentes do veículo, sem nunca deixar de mostrar a melhor forma de descarta-los. Essa atitude, aparentemente reversa as práticas do mercado, contribui para a redução do consumo e o aumento da economia.

Alguns pontos foram unânimes: falta fiscalização efetiva por parte do poder público, faltam campanhas para conscientizar estabelecimentos e consumidores sobre a importância da reciclagem, faltam políticas de incentivos fiscais para empresas “verdes”, agora, o que não pode faltar, é a busca por alternativas que contribuam para um mundo melhor e mais sustentável para todos.

Written by Ricardo

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