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Mesmo com recessão, MAN planeja investir R$ 400 milhões até 2017

A MAN, fabricante de caminhões e ônibus da marca Volkswagen, tem R$ 400 milhões reservados a investimentos até o ano que vem e garante que vai executar o orçamento apesar da severa crise enfrentada pela indústria de veículos comerciais.

O montante corresponde à parcela remanescente de um programa de investimentos de R$ 1 bilhão iniciado em 2012, do qual cerca de R$ 600 milhões já foram desembolsados.

O desenvolvimento de novos produtos e a nacionalização de peças, sobretudo de caminhões extrapesados da marca, seguem no foco dos aportes, já que investir na expansão industrial da fábrica de Resende, no sul do Rio de Janeiro, deixou de fazer sentido num momento em que o setor está usando menos de 20% da capacidade instalada. “Temos um olhar de longo prazo do negócio e sabemos que ele é cíclico. Nosso plano é contínuo e sabemos aonde queremos chegar”, diz Roberto Cortes, presidente da MAN na América Latina, ao justificar a manutenção dos investimentos a despeito da recessão econômica.

A indústria nacional de caminhões perdeu quase metade das vendas apenas no ano passado e segue em queda livre em 2016, marcando queda de 35,5% no primeiro bimestre. Líder desse mercado, a MAN, além de reduzir a jornada de trabalho, mantém aberto até o fim do mês um programa de demissões voluntárias que, inicialmente, duraria apenas quatro dias. Depois disso, deve afastar um grupo de operários da produção em esquema de “lay-off”, que consiste na suspensão temporária dos contratos de trabalho. O número de funcionários atingidos ainda não foi definido, mas a empresa adianta que deverá ser inferior aos “lay-offs” anteriores, que envolveram turmas de 100 a até 600 trabalhadores.

Embora as vendas de veículos não parem de cair ¬ espera¬se para este ano o pior volume em uma década ¬, as montadoras, em geral, não anunciaram até agora revisões substanciais de investimentos já aprovados. Ontem, a Volkswagen anunciou desembolso de R$ 200 milhões na renovação da picape leve Saveiro, que chega em abril às concessionárias. Antes, a montadora já tinha desembolsado R$ 363 milhões na atualização do Gol e do sedã Voyage, como parte do programa de R$ 10 bilhões em curso.

Contudo, há na indústria quem duvide da manutenção ou reedição de investimentos não apenas por conta da fragilidade do mercado, mas também pela falta de previsibilidade. “Como se consegue aprovar novos planos com o board (conselho de administração) em meio a uma incerteza dessa? Se não sei quanto vou vender daqui três anos, não sei dizer quanto tenho que gastar”, afirma o dirigente de uma montadora, que prefere não ser identificado.

Cortes, da MAN, diz estar preocupado com a possibilidade de o ambiente de negócios ficar ainda pior diante da crescente onda de manifestações, na esteira do agravamento da crise política. O executivo acredita, porém, que o país está se aproximando de uma guinada de rumo ¬ seja com um novo governo, seja com uma reorientação política do governo atual ¬, abrindo o caminho à retomada da confiança na economia.

Fonte : Valor Econômico/Eduardo Laguna

Written by Ricardo

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