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Montadoras francesas têm 9,5% do mercado c3_800x459 - Imagem: Citroën - divulgação Full view

Montadoras francesas têm 9,5% do mercado

As montadoras francesas Renault e PSA Peugeot Citroën estão entre as primeiras a instalar fábricas no Brasil após o processo de abertura de mercado e estabilização econômica ocorrida nos anos 1990. Até então, apenas quatro companhias, duas americanas (GM e Ford), uma alemã (Volkswagen) e outra italiana (Fiat), produziam automóveis e veículos comerciais leves no país.

Ainda hoje as quatro dominam quase 60% das vendas, segundo dados da Federação Nacional das Distribuidoras de Veículos Automotores (Fenabrave). Juntas, as francesas responderam por 9,5% dos emplacamentos no ano até setembro. Elas planejam expandir sua participação no mercado por meio da inovação.

Apesar de as vendas de veículos no Brasil registrarem uma queda de 19,3% até setembro, gerando uma disputa acirrada entre as montadoras, a Renault manteve sua participação no mercado e até registrou um leve crescimento, de 0,2%, chegando a um market share de 7,2% das vendas acumuladas no ano.

É a sexta maior montadora do país. Fabrice Cambolive, o novo presidente da Renault do Brasil, diz que assegurar esse nível de participação, em um mercado turbulento, é resultado de uma estratégia sólida, que tem como base investimentos constantes em lançamentos e melhorias nos produtos, com especial atenção ao design, na atenção ao cliente, por meio de uma rede de 290 pontos de venda, e na exposição da marca, com o patrocínio de atividades esportivas e culturais.

O Brasil tem papel importante na inovação dos produtos da marca. A companhia mantém no país dois centros, o Renault Tecnologia Américas (RTA) e o Renault Design América Latina (RDAL), o único estúdio de design da montadora nas Américas. Os dois centros foram os responsáveis pelo lançamento em 2007 do Sandero, automóvel que se mantém entre os dez mais vendidos do país, e, neste ano, da Duster Oroch, a primeira picape desenvolvida pela marca em mais de cem anos. “O desenvolvimento desse produto demonstra nossa

capacidade em engenharia. Nos credenciamos a fazer novas versões e adaptações da picape para outros países”, diz Cambolive.

A Renault mantém três fábricas em um complexo industrial em São José dos Pinhais (PR), uma dedicada a automóveis, outra para comerciais leves e outra de motores. A capacidade de produção é de 320 mil veículos por ano.

Em 2014, segundo dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), a montadora francesa produziu no país 219.475 veículos, importou 33.949 unidades e exportou 34.415.

O Grupo PSA Peugeot Citroën abriu uma filial no Brasil em 1997 e iniciou uma produção local de veículos em 2001, em Porto Real, no Rio de Janeiro e de motores no ano seguinte. A linha de montagem, com capacidade para 150 mil veículos por ano, atende as duas marcas, produzindo os Peugeot 208 e 2008 e os Citroën C3, C3 Picasso e Aircross.

No ano passado, conforme os dados da Anfavea, a companhia produziu 91.296 veículos no Brasil, com uma exportação de 28.288 unidades. As importações somaram 28.288 veículos. Até setembro de 2015 foram emplacados 23.734 veículos da Citroën, estabelecendo a marca como a 11º do mercado brasileiro, com 1,2% de participação, e a Peugeot, com 20.056 unidades, detém 1,07% do mercado, no 13º posto. Os dados são da Fenabrave.

Carlos Gomes, presidente da PSA na América Latina, diz que a capacidade da companhia em apresentar modernas soluções tecnológicas tanto no processo produtivo quanto nos veículos é a aposta para impulsionar os negócios no país. “Somos classificados em rankings independentes como a mais inovadora montadora no país”, afirma.

Entre as tecnologias introduzidas pela companhia no mercado brasileiro, Gomes destaca a direção elétrica no modelo C3 em 2003, o para­brisa ampliado também no C3, o teto panorâmico Cielo nos Peugeot 208 e 308 e o primeiro motor flexfuel de produção em série sem o tanquinho, para o EC5 Flexstart.

Os trabalhos de pesquisa e desenvolvimento e estilo da companhia na América Latina são realizados de forma integrada em três unidades denominadas de Latin America Tech Center, que mantém escritórios em São Paulo, na fábrica em Porto Real, e na fábrica de Palomar, na Argentina. “Nosso centro de desenvolvimento local é um dos dois únicos do grupo fora da Europa capaz de desenvolver um veículo desde a sua concepção até o momento de colocá­lo à disposição dos clientes”, diz Gomes.

A picape Peugeot Hoggar e o Citroën Aicross são modelos desenvolvidos localmente. De acordo com Gomes, as equipes brasileiras de inovação são também referência mundial no grupo em desenvolvimentos em materiais verdes, usando fibras naturais e insumos reciclados, e biocombustíveis.

Fonte : Valor Econômico/Domingos Zaparolli

Written by Ricardo

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