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Motores fabricados aqui se aproximam do padrão europeu

Os veículos pesados a diesel, como caminhões e ônibus, sempre foram considerados vilões da qualidade do ar nos grandes centros urbanos. O teor de enxofre no combustível comercializado no país foi sendo reduzido ao longo da última década ¬ passou do S¬500, com mais de 500 ppm (partes por milhão) de enxofre para o atual S¬10 (10 ppm), o que levou os fabricantes de veículos pesados a incorporar novas tecnologias em seus motores, tanto para receber os novos combustíveis quanto para reduzir a poluição causada pelos óxidos de nitrogênio (NOx) e materiais particulados (fuligem).

A partir de janeiro de 2012, os fabricantes tiveram de se adaptar às normas P7 do Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve), do Ministério do Meio Ambiente, que estimulou novos parâmetros de controle de poluentes, estabelecendo que os novos veículos fabricados no país devessem reduzir 60% das emissões de NOx e 80% do material particulado em relação aos padrões anteriores, o P5. Isso aproximou os novos motores fabricados no país do padrão europeu em vigor desde 2008, o Euro5.

“O P7 foi incisivo em relação aos parâmetros de emissão de NOx e material particulado, e para atendê¬los a indústria teve de responder com tecnologias de tratamento de gases de escapamento”, afirma Celso Mendonça, gerente de desenvolvimento de negócios da Scania do Brasil. Para o mercado brasileiro, a montadora optou por utilizar o sistema SCR (Redução Catalítica Seletiva, na sigla em inglês), baseada na tecnologia conhecida como Arla 32, um composto químico que é injetado no sistema de escapamento dos caminhões e transforma os óxidos de nitrogênio em nitrogênio e água. Esse sistema incorporou aos modelos fabricados a partir de 2011 um tanque de ureia, um catalisador e um módulo eletrônico que faz o controle da operação, pacote tecnológico que já vinha sendo utilizado na Europa. “Com o diesel mais limpo que passou a ser comercializado no país, foi fácil incorporar a tecnologia ao mercado brasileiro”, diz Mendonça.

A partir dos anos seguintes, outras tecnologias com potencial de redução de emissões foram incorporadas aos veículos da Scania fabricados no Brasil. Uma delas é a caixa de câmbio automatizada, que proporciona mudanças de marchas mais rápidas por meio de um software que escolhe a marcha mais adequada para as situações, e possui uma função econômica que ajuda o caminhão a economizar 2% de diesel. Além disso, uma tecnologia de piloto automático ajuda o veículo a economizar combustível nas subidas e descidas.
A Volvo Trucks também trouxe a tecnologia SCR para o mercado brasileiro e investiu em softwares de bordo para facilitar a direção e reduzir o consumo de combustível dos caminhões. A qualidade do diesel comercializado no Brasil foi uma das variáveis que demandaram testes e estudos na adaptação. “O mercado brasileiro utiliza os veículos comerciais de forma diferente se comparada às aplicações europeias. Aqui, usam¬se cargas maiores e dependendo das estradas e topografia, velocidades menores”, explica Flávio Saito, gerente de desenvolvimento de produto Powertrain do Grupo Volvo América Latina.

Fonte : Valor Econômico/Andrea Vialli

Written by Ricardo

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