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O perigo vai de caminhão

Com o crescimento do número de roubos nas estradas e nos pátios de caminhões, todo cuidado é pouco no dia a dia do cegonheiro. É cada vez maior o volume de roubo de cargas nas estradas brasileiras. O medo já é uma realidade para os motoristas que trafegam pelas rodovias brasileiras. De acordo com a Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística), em 2013 o volume de roubo de cargas atingiu a casa de R$ 1 bilhão, e certamente, ultrapassou este montante em 2014.

Os números de 2014 serão divulgados somente nos próximos meses. Representantes das transportadoras no Estado são unânimes em dizer que a quantidade deste tipo de delito vem aumentando substancialmente desde 2010 e que, em função do crescimento, os gastos com segurança das empresas do setor, em alguns casos, já ultrapassam 15% da receita.

As estimativas para o resultado de 2014 são preocupantes, uma vez que os estados do Sudeste, que tradicionalmente respondem por mais de 80% dos registros, tiveram aumento no número de casos no decorrer do ano. Tratando-se especificamente de Minas Gerais, de janeiro a junho de 2014 foram 141 casos de roubo de carga em BRs, um a cada 31 horas, segundo dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Nas estradas estaduais, segundo as ocorrências nos primeiros quatro meses do ano passado, houve um a cada 64 horas, contra um a cada 84 horas em 2013, conforme dados da Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds).

O que vem ocorrendo no Brasil há alguns anos é o aumento da insegurança nas rodovias federais e estaduais, acompanhado da especialização dos bandidos. O prejuízo não para de crescer. Se as cifras chegaram a R$ 1 bilhão em 2013, no ano passado foi ainda maior. Representantes de diversas transportadoras e de inúmeros segmentos no Estado são unânimes em dizer que a quantidade deste tipo de delito não para de crescer desde 2010.

Com isso, segundo eles, as empresas estão se vendo obrigadas a adotar medidas próprias para tentar aumentar a segurança e amenizar as perdas.
Entre as ações estão sistemas de gerenciamento de risco, seguros e até escolta armada. Há empresas que transportam um valor agregado de carga muito elevado e chegam a comprometer até 15% da receita com medidas de segurança. E este número só tem crescido. Segundo dados do SEDS (Secretaria do Estado de Defesa Civil), ocorrem um roubo a cada 64 horas no Brasil.

Nas estradas do País, os motoristas cegonheiros estão vulneráveis a assaltantes cada vez audaciosos. Não é difícil encontrar relatos de motoristas que são assaltados enquanto descansam ou que são abordados em ações planejadas.

Em 1994 foram constatados cerca de 2.500 roubos/ano. Esse número cresceu para 32.000 em 2013, segundo dados da GRISTEC (Associação Brasileira das Empresas de Gerenciamento de Risco e de Tecnologia de Rastreamento e Monitoramento. Os dados de crescimento são preocupantes e promovem o medo e a insegurança entre milhares de motoristas.

Os meliantes aproveitam dos momentos de parada para agir. Na maioria da vezes, aproveitam um momento de distração do motorista para se esconder ou para sabotar alguma peça do caminhão. Pedras e pregos na pista também são utilizados para forçar uma parada. Os assaltantes ficam escondidos a margem da rodovia e atacam assim que o motorista desce para verificar o problema.
A noite chega e com ela o risco maior de assalto. Muitos motoristas não encontram locais seguros para dormir e ficam expostos aos ataques.

Prevenir ainda é a melhor arma

Já diziam os mais velhos ‘prevenir é melhor que remediar’. Pensando nessa frase, seguem algumas dicas para evitar imprevistos nas estradas:

– Nunca pare em locais mal iluminados;

– Sempre estacione seu caminhão com a frente virada para o posto ou estacionamento, para que os funcionários possam ver o veículo;

– Nunca divulgue seu trajeto e o seu destino;

– Ao acordar, veja pelas frestas da janela do seu caminhão se existem pessoas estranhas ao redor. Pode haver alguém escondido entre o cavalo e a carreta;

– Se for preciso, chame a atenção dos funcionários do local onde o caminhão está estacionado através de sinais de luz e som da buzina;

– Tente ligar o caminhão antes de descer para esticar as pernas ou escovar os dentes. Se alguma sabotagem foi feita, você saberá;

– Ao descer, certifique-se que deixou as portas travadas, os vidros fechados e tenha o caminhão sempre à vista.

Além de todas essas dicas, é importante tomar alguns cuidados mecânicos antes de prosseguir viagem. Numa verificação rápida, você poderá descobrir possíveis sabotagens.

Written by Ricardo

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