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Pintas, cuidado com elas

Há quem considere as pintas um charme. Outros, ficam incomodados com elas e não pensam duas vezes para retirá-las.

Seja no rosto ou no corpo, as pintas parecem dividir opiniões. A verdade é que muita gente tem dúvida sobre as suas próprias pintas. Será que elas podem fazer mal?

Elas não são manchas, verrugas e nem sardas. Para elas, existe uma definição científica própria: nevos melanocíticos ou, como são conhecidas popularmente, pintas. Algumas delas estão conosco desde o nascimento e outras vão aparecendo ao longo da vida. O fato de uma pessoa apresentar mais ou menos pintas varia de acordo com sua herança genética, os cuidados com a exposição solar e a cor da pele, uma vez que pessoas mais claras costumam ter mais pintas.

O medo maior das pessoas é que elas se transformem em câncer de pele. Mas nem sempre existe motivo para ir correndo ao médico. Uma pinta suspeita, é uma lesão que ou apareceu já como uma pinta preta e não existia naquele local ou uma lesão que sempre teve uma forma definida, sempre igual e de repente se modificou. Outros sinais são coceira, sangramento espontâneo e aumento de tamanho, além de contornos e formas irregulares, cor marrom claro até marrom escuro, negro ou avermelhado.

Hoje já existe um exame rápido e indolor que facilita o diagnóstico: é a Dermatoscopia. O aparelho tem um vídeo acoplado que registra as imagens ampliadas da lesão. O resultado sai na hora e mostra quais pintas, verrugas e manchas podem se tornar malignas. O câncer de pele é o que tem mais chance de cura, desde que seja diagnosticado logo. O grande segredo é o diagnóstico precoce.
Apenas quatro por cento das lesões evoluem para um câncer de pele e mesmo assim, tem que se levar em conta alguns fatores que influem: hereditários, ambientais, idade e sol em excesso.

Quem tem uma tendência de ter pintas, vai ter uma aceleração ou um surgimento destas lesões. E as pintas que já estão instaladas na pele, podem sofrer um processo de malignização pela exposição ao sol.

As peles mais sensíveis ao câncer são as mais claras, que nunca bronzeiam e sempre ficam vermelhas. As mais morenas e as negras têm menos risco. Mas ninguém pode descuidar. É preciso usar sempre protetor solar e não se expor demais ao sol forte, sem proteção. Quem tem pele clara e pintas, precisa ter mais cuidado ainda: deve preferir roupas escuras e fazer exames periódicos.

Estudos recentes mostraram que os raios UV-A podem ser mais perigosos do que os UV-B, ao contrário do que pensavam os pesquisadores. Este estudo revela que os raios UV-A têm uma capacidade de agressão maior, favorecendo o envelhecimento da pele e o desenvolvimento do câncer.

ALERTAS

– Bronzeadores caseiros: não devem ser usados porque muitas vezes provocam queimaduras de até terceiro grau, como o uso de folhas de figo, por exemplo.

– Guarda-sol: se for de nylon, permite que os raios UV ultrapassem em até 45% o tecido, afetando a pessoa que está sob ele.

– O filtro solar deve ser aplicado na pele a cada duas ou três horas.

– Se proteger do sol sob uma árvore não adianta nada se houver por perto algo que possa refletir os raios solares, como mármore, piscinas, areia, etc.

– Camiseta branca molhada deixa os raios solares passarem, mesmo sendo de algodão. Os médicos recomendam que sejam usadas camisetas de cores claras como areia, azul, verde e lilás. A cor preta retém muito o calor.

Tipos de pele e fator de proteção

TIPO 1
fator 30 ou 40 – brancos, cabelos e olhos claros, muito claros

TIPO 2
fator 20 ou 30 – pele branca, cabelos louros, olhos claros

TIPO 3
fator 8 a 15 – pessoas morenas, de olhos e cabelos castanhos mas que ficam vermelhos com facilidade

TIPO 4
fator 4 a 8 – pessoas morenas que raramente ficam vermelhas ao sol

TIPO 5
fator 4 – seriam os libaneses, árabes e mulatos

TIPO 6
fator 2 a 4 – são os negros, que também devem usar filtros

É BOM SABER

O câncer de pele é hoje o mais comum no Brasil e corresponde a 25% de todos os tumores malignos registrados no país. Apresenta altos percentuais de cura, se for detectado precocemente. Entre os tumores de pele, o tipo não-melanoma é o de maior incidência e mais baixa mortalidade.

Written by Ricardo

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