• Home  /
  • Capa   /
  • Vida longa sem segredos
Vida longa sem segredos pneus_800x459_img Full view

Vida longa sem segredos

O pneu, indiscutivelmente, é um dos itens mais importantes do caminhão. Trata-se de um componente que merece cuidados por parte do motorista.

Nesta primeira edição e durante uma série, abordaremos questões essenciais para prolongar a vida dos pneus do caminhão.

Motivos para cuidar dos pneus não faltam, pois quando a questão é medir os custos inerentes ao transporte rodoviário, ele se destaca como um dos principais itens na planilha dos profissionais do setor.

A lógica indica que quanto mais organizado e preocupado com o negócio é o transportador, maior é a sua atenção com os pneus, porque são os procedimentos indicados pelo fabricante que trazem resultados positivos imediatos em relação à obtenção de maior quilometragem durante a vida útil, tanto da banda de rodagem quanto da carcaça do pneu. Em resumo, cuidados e manutenção reduzem os custos do quilômetro rodado.

O tema que abre a série de informações trata da questão da pressão – alta e baixa -, com destaque a uma informação de grande importância, de que a cada 100 pneus inutilizados 80 são por motivo de pressão de inflação incorreta. É uma perda muito alta que pode facilmente ser evitada.

Cuidar dos pneus é tarefa simples, e deve fazer parte da rotina diária dos motoristas, pois mantê-los corretamente calibrados, alinhados e balanceados, entre outras providências, são atitudes comuns para aumentar sua durabilidade, além de contribuir com o meio ambiente.

CUIDADOS COM A PRESSÃO BAIXA

A pressão de inflação é o fator mais importante para o desempenho e a durabilidade do pneu. Um melhor aproveitamento da vida total do pneu depende da calibragem da pressão de inflação de acordo com a carga transportada, e sua manutenção ao longo do tempo. A experiência tem mostrado que de cada 100 pneus inutilizados, 80 deles saíram de serviço em razão de uma pressão de inflação incorreta, baixa ou alta.

A pressão baixa gera deflexão excessiva do pneu provocando:
• desgaste acentuado;
• trincas circunferenciais na área do talão;
• aumento no consumo de combustível;
• durabilidade baixa do pneu.

As origens da maioria dos inconvenientes mencionados não são consideradas ora por descuido ou por desconhecimento. Esta falta de atenção compromete a preservação da carcaça para futuras reformas e aumenta o custo por quilômetro rodado, pois diminui a vida útil do pneu.

As causas mais comuns da pressão baixa são:
• Válvula sem tampa;
• Núcleo da válvula emperrado;
• Válvula curta ou descentralizada;
• Câmara de ar dilatada;
• Protetor mal posicionado ou com defeito;
• Roda oxidada ou trincada;
• Mau posicionamento da válvula na montagem dupla;
• Prática da “sangria”.

CUIDADOS COM A PRESSÃO ALTA

É um equívoco comum pensar que um pneu com pressão maior que a recomendada tem maior capacidade de carga e, portanto, mais resistência. A verdade é o contrário, já que em um pneu com pressão alta produzem-se tensões excessivas e anormais em sua carcaça, podendo causar várias consequências. A carcaça do pneu “endurecida” pela pressão alta perde sua capacidade de flexão, deixando de amortecer os impactos, causando assim rupturas e danos com mais facilidade.

Para evitar os riscos da pressão alta, recomendam-se as seguintes medidas:
• o pneu deve ser inflado com a pressão recomendada sempre frio, antes de o veículo entrar em serviço;
• Aferir periodicamente o manômetro;
• Efetuar corretamente a operação de medição e leitura. Com frequência, cometem-se erros no momento de colocar a extremidade do manômetro na válvula. A leitura correta deve ser obtida quando não ocorrer escapes de ar entre a válvula e o medidor;
• Utilizar a pressão recomendada em relação à carga a ser transportada;
• Escolher o pneu adequado ao serviço, segundo os seguintes parâmetros: medida, desenho da banda de rodagem e capacidade de carga.

O desgaste típico do pneu que rodou com pressão alta é um desgaste acentuado e igual nas raias centrais de sua banda de rodagem. No pneu de construção radial pode ocorrer também um desgaste irregular na área dos ombros, devido aos trabalhos de deflexão e rebote (pulo repetido) que esta área experimenta contra o pavimento, sobretudo quando o veículo trafega vazio.

 

Written by brasilcegonheiro

Deixe seu comentário